
As devoções fazem parte da vida cristã. Elas nos aproximam de Deus, porque falam sobre Seu amor pela humanidade e nos incentivam ao serviço ao Reino. Além do que, a devoção está sempre associada a uma história de salvação e milagres.
Neste post vamos conhecer cinco devoções universais da nossa fé, ou seja, conhecidas por todos. São elas: A Imaculada Conceição de Maria; Nossa Senhora de Guadalupe; São João da Cruz; a Sagrada Família e São João Apóstolo.
Sem dúvida, você já ouviu falar e se ainda não se apaixonou por essas histórias, este é o momento. Por isso, preparamos com muito zelo este conteúdo para você. Confira.
A Virgem Maria não pode faltar em nossas devoções
O Evangelho de Lucas relata a escolha de Maria como Mãe do Salvador por graça do Espírito Santo. Esse fato é incontestável porque as Escrituras narram o acontecimento. Mas quando falamos em Imaculada, tratamos de uma verdade de fé proclamada pela Igreja.
Ou seja, falamos sobre um dogma, algo que a Igreja investigou e reconheceu como verdade de fé absoluta. E esta é uma das devoções do povo de Deus: o dogma da Imaculada Conceição de Maria, que afirma que Nossa Senhora foi concebida sem pecado em vista da missão que recebeu.
No entanto, essa constatação é obra da Divina Providência. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.
Sendo assim, no dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus, do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”, junto com todas as razões apresentadas pelos estudiosos deste assunto.
Em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, Nossa Senhora revelou a Santa Bernadette, nas aparições de Lourdes: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E assim, a Igreja enaltece e celebra esta Solenidade no dia 08 de dezembro junto com todos os fiéis.
Uma das mais belas devoções do povo latino
Em um sábado do ano 1531, enquanto Juan ia do seu vilarejo até a capital do México para participar da santa Missa, a Virgem de Guadalupe apareceu. Ela vestia roupas próprias da cultura local e o chamou com amor: “Joãozinho, João Dieguito”, “meu queridinho”.
Em sua aparição, a Virgem de Guadalupe pediu que Juan fosse até o Bispo e suplicasse a construção de um santuário naquele lugar. O índio fez como ela pediu, mas o Bispo disse que precisava de um sinal da Senhora. A Virgem de Guadalupe enviou o sinal!
Era inverno e não nasciam flores nessa época, mas o índio colheu, no alto da colina Tepeyac, em seu manto e levou-as para o bispo que, ao estender o manto, viu as flores e a estampa da Senhora de Guadalupe no tecido. Eis o grande milagre de Guadalupe!
O Papa Leão XIII coroou a Virgem em 1875, e em 1945, o papa Pio XII declarou a Mãe Guadalupe como padroeira da América Latina.
E ainda, em 1979, o Papa João Paulo II, em visita ao Santuário da Senhora de Guadalupe, fez a consagração de toda a América Latina à Mãe Santíssima.
Sagrada Família de Nazaré, nossa vida vossa é!
No domingo após o Natal, celebra-se a festa da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Deus quis nascer em uma simples família. Pode-se dizer que, com essa festa, celebramos o verdadeiro Dia da Família e no centro de nossas devoções está o Cristo, Filho Divino.
A Sagrada Família é o modelo de todas as famílias cristãs, porque nela Deus ocupa o primeiro lugar e tudo Lhe está subordinado. E a presença de Cristo, como ponto de unidade de seus membros, é a força para recomeçar todos os dias, mesmo nos obstáculos.
A vida da Sagrada Família também era cercada por trabalho e responsabilidades; Maria e José também enfrentaram provas e até o exílio no Egito para garantir a segurança do Filho de Deus, logo eles provaram e comprovaram que a fé vence em todas as situações.
Dessa forma, nossas devoções são alicerçadas sobre muitas situações da vida real unidas à graça de Deus que está sempre conosco. Principalmente hoje quando a família precisa de apoio e proteção diante das ciladas dos inimigos contra a legitimidade da família na sociedade.
São João Apóstolo, o discípulo amado!
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” Essas palavras abrem o Evangelho escrito por São João, o chamado “discípulo amado” que reclinou sua cabeça no Mestre (Cf. Jo 13,23)
O nome João quer dizer “graça de Deus”. Ele era irmão de Tiago e o Mestre os apelidou de “filhos do Trovão”. Esse apóstolo esteve em todos os momentos da vida de Jesus, de forma especial ao pé da Cruz quando recebeu Maria como sua mãe e cuidou dela até o fim.
A forma como ele escreve o Evangelho demonstra sua intimidade com o Mestre; e para João, Jesus realizou sinais, como nas bodas de Caná, e se revelou como o Pão da Vida. Segundo a Tradição da Igreja, ele viveu em Éfeso em companhia de Maria.
O império de Domiciano perseguiu e torturou João, ao ponto que o colocaram dentro de uma caldeira com óleo fervente, mas João sobreviveu e deu testemunho do Mestre. Morreu em Éfeso entre o ano 98-117, onde o sepultaram. O seu amor a Deus inspira todos os discípulos até hoje.
São João da Cruz, rogai por nós!
Entre as muitas devoções que já citamos, temos ainda São João da Cruz, cuja memória comemoramos no dia 14 de dezembro. Esse místico carmelita nasceu em 24 de dezembro de 1552 e ingressou no Carmelo aos 21 anos com desejo de vida contemplativa.
Porém surpreendeu-se com o relaxamento da vida monástica da época e junto com Teresa de Ávila colaborou com a reforma do Carmelo. No entanto, esse movimento de reforma desagradou a muitos, ao ponto de perseguirem e exilarem João.
Mas a Providência o conduziu a uma profunda espiritualidade sobre a noite escura da alma, ou seja, a submissão da inteligência, vontade e da memória e dos sentidos do espírito. Segundo o santo, são estados que somente as almas apaixonadas por Deus conhecem.
São João da Cruz é místico, filósofo, teólogo e escritor – poeta – e doutor da Igreja. Ele definiu o amor como um despojamento total por Deus e deixou um caminho de vida espiritual que socorre os devotos do mundo inteiro.
Sigamos mais fortes e convictos…
As devoções não são apenas histórias do passado, mas amizades espirituais que nos surpreendem no caminho da vida cristã. Assim como precisamos dos amigos, precisamos dos santos, principalmente quando decidimos pela santidade por amor a Deus.
Logo, acolhamos o exemplo e a intercessão dessas cinco testemunhas bem edificadas na Igreja e celebremos devotamente suas vidas. Lembremos que junto à Comunidade somos mais fortes, capazes de vencer as tribulações e atraímos outros para o mesmo propósito.
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