
Com certeza você já ouviu falar em Os termos castidade e celibato, mas será que realmente você conhece a fundo o sentido e significado destes termos tão importantes na Igreja?
Embora as duas realidades nos convidem ao mesmo objetivo, que é a nossa santificação, elas apresentam características distintas, as quais queremos expor aqui.
Por isso, se você possui alguma dúvida ou procura definições mais claras sobre castidade e celibato, continue lendo esse texto.
Castidade é um chamado para todos
Antes de tudo precisamos compreender que a castidade é uma virtude e como toda virtude, está ao alcance de todos. Por ser uma virtude, encontramos nela a força necessária para alcançarmos a união perfeita com Deus.
As virtudes nos servem de âncora para que consigamos manter o equilíbrio necessário nesta vida, unindo a realidade divina e humana que possuímos dentro de nós. Bem como, na vida comunitária.
A castidade, portanto, por ser uma virtude, sustenta o nosso ser naquilo que é eterno. Podemos dizer que quem busca viver na castidade toca naquilo que é eterno.
A graça de Deus coopera para que sejamos castos pois, acima de tudo, a castidade é uma graça divina.
É ainda a virtude da castidade que nos dispõe ao amor verdadeiro. Deus nos convida por meio dela a renunciar o egoísmo e purificar o nosso ato de amar. Dessa forma, a castidade nos impõe renúncias, afinal ninguém ama verdadeiramente algo ou alguém sem que antes tenha renunciado a si mesmo.
“A castidade implica uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana” (Cf. CIC, § 2339).
Diferença entre celibato e castidade
Diante de tudo isso, há diferenças entre castidade e celibato? Já identificamos que a castidade é uma capacidade de todos os seres humanos independentemente de seu estado de vida. Enquanto que o celibato é um chamado vocacional, ou seja, uma forma de viver o seguimento a Jesus Cristo.
Dessa forma, solteiros, casados, sacerdotes, freiras e até mesmo crianças são chamados a vivência da castidade. Contudo, os que trazem em si o voto celibatário, o fazem para estarem mais unidos ao Senhor em vista de uma missão.
A castidade não se resume à abstinência do ato sexual, antes agrega um conjunto de boas maneiras que educa não somente o corpo, mas também a alma, levando-a a sempre olhar para a pureza do amor íntegro de Deus.
Sobretudo, uma pessoa casta é uma pessoa que guarda a pureza no olhar, no vestir, nos pensamentos, atitudes e em seu comportamento como um todo. Então, como afirma o Catecismo da Igreja Católica (CIC § 1658), a pessoa que vive a castidade passa a viver “no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar”.
Porém, a forma de viver, para muito além do chamado à castidade, pode ser definitiva e a pessoa pode ser chamada ao celibato: uma entrega total de sua vida a Deus.
O celibato é um chamado particular
Há aqueles que, além da castidade, se sentem inclinados a um chamado específico onde a condição para vivê-lo é que esteja fora da realidade matrimonial.
Enquanto a castidade não distingue estado ou circunstâncias de vida, a vivência do celibato possui algumas exigências. Esta vivência é para aqueles que desejam, de certa maneira, viver a realidade celeste já aqui na terra, renunciando o que é temporário para dizer sim a um bem infinitamente maior: Deus e o seu reino.
Os que vivem o celibato o fazem através de uma escolha livre mediante a correspondência de um chamado, como é o caso dos sacerdotes e dos religiosos.
Para que vivam sem distrações, sempre buscando a vida de oração profunda para unir-se a Deus, os celibatários ofertam toda a sua sexualidade.
“Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor” (I Cor 7,32).
Assim, renunciam o ato sexual e os relacionamentos amorosos para ocuparem somente e inteiramente de si mesmos.
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Castidade na vida consagrada e celibato
O celibato é uma expressão do céu aqui na terra e lá não haverá a realidade da carne, mas somente a divina, onde Deus será tudo em todos. Ou seja, todos seremos unicamente de Deus. Logo, os celibatários são a prefiguração da realidade celestial.
Dessa forma, na Igreja Católica vemos que padres e demais consagrados a vida religiosa não se casam, antes se oferecem como pertença exclusivamente de Deus. Assim, a forma de vida exterior pode até parecer ser semelhante, mas são bem diferentes no ponto de vista da motivação, do espírito e da finalidade (Cf. Formação Canção Nova).
Logo, a razão profunda da Castidade no celibato é inteiramente apostólica:
“Chamados a consagrarem-se totalmente ao Senhor e às suas coisas dão-se por inteiro a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta vida nova, para cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado: aceite de coração alegre, anuncia de modo radioso o Reino de Deus” (Cf. CIC §1579).
Chamados a amar a Deus
Como pudemos ver, a castidade independe da realidade em que nos encontramos. Ela se estende a todas as vocações e chamados, idades e circunstâncias, pois vai além do ato sexual. Acima de tudo, é uma virtude que nos capacita a amar verdadeiramente.
Enquanto isso, o celibato é um chamado específico onde a abstinência sexual e a renúncia aos relacionamentos amorosos estão presentes como primícias daquilo que viveremos na eternidade.
Lembremos que quer celibatário ou não todos somos chamado a vivência da castidade para que nos acheguemos mais perfeitamente a Ele e a Sua vontade para nossas vidas.
Portanto, qual é o caminho de felicidade que você deseja para a sua vida? Coragem! O caminho para a verdadeira felicidade envolve desafios e dificuldades, mas também, grandes alegrias e a presença do próprio amor de Deus.
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