
A vida e intercessão de São Vicente Palloti é um dos grandes motivos que sustentam a Comunidade Santos Anjos.
Temos com esse Santo que a Igreja celebra no dia 22 de janeiro a mais profunda admiração e veneração, pois a sua vida é um grande incentivo a todo apostolado católico, sobretudo a dos leigos com nós.
Sendo assim, em gratidão e homenagem a São Vicente Pallotti, deixamos aqui 3 grandes motivos pelos quais ele nos inspira como Comunidade. Esperamos que também possa inspirar a sua vida. Continue lendo!
Na evangelização das famílias
São Vicente Pallotti nasceu em 21 de Abril de 1795, em Roma, antiga capital do Império Romano e Centro Universal do Catolicismo.
A boa condição econômica de sua família jamais foi empecilho para que ele vivesse o desapego e a doação ao próximo. Pois os seus pais preocuparam-se não somente com suas necessidades materiais, mas sobretudo com as espirituais.
Foram os seus pais os primeiros evangelizadores. Por exemplo, foi com a sua mãe que aprendeu a amar os irmãos mais necessitados e tornou-se assim generoso à medida que crescia.
Enquanto nos estudos sempre se mostrou esforçado e dedicado, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias.
Para nós, enquanto Comunidade, a vida de São Vicente Pallotti nos recorda que a base da vida cristã deve ser a evangelização das famílias.
A educação cristã proporcionada pelos pais de Pallotti foi semente para que Deus fizesse crescer a fé de São Vicente. Da mesma maneira, nós como Santos Anjos, devemos fomentar nos nossos e naqueles que evangelizamos a importância de uma espiritualidade cristã dentro das famílias.
Na motivação pela evangelização
A vida de São Vicente Pallotti foi uma constante entrega à evangelização e era essa a prioridade de sua missão.
Através de suas próprias palavras, percebemos, em seu coração, o fervor pelo anúncio do evangelho. Assim como, dentre muitos de seus escritos, esse pequeno discurso dirigido a Roma em 1835:
“Todos, grandes e pequenos, formados, estudantes, operários, ricos e pobres; padres, leigos, religiosos, seculares, comerciantes e empresários; funcionários, artistas e artesãos; comunidades e indivíduos; cada qual no próprio estado, na própria condição, de acordo com os próprios dons, pode dedicar-se às obras do apostolado católico, para reavivar a fé, reacender a caridade e propagá-las em todo mundo”.
O seu desejo pela evangelização estava acima de qualquer realização pessoal, por isso mesmo abandonou a cadeira de professor em 1829 para dedicar-se exclusivamente ao trabalho pastoral.
Como nos inspira sua vida pastoral?
Como confessor, não se cansava! Era procurado por ricos e pobres; como pregador, era indiscutivelmente inspirado no púlpito, também nas missões populares e nos exercícios espirituais.
Dedicava especial atenção e afeto aos jovens, aos órfãos e viúvas, aos doentes, aos soldados, aos encarcerados e aos condenados à morte.
Pela sua constante presença na maioria das grandes iniciativas pastorais de sua época, acreditavam que ele teria o dom da bilocação com a impressão de onipresença.
Assim, não havia iniciativa pastoral, instituição educativa e caritativa, mosteiro ou casa religiosa que não contasse com o apoio, direção e o conselho de Vicente.
Incansavelmente consumia suas forças físicas para consolar e fortalecer os outros. E foi assim que a morte o encontrou, na mesma cidade em que nascera, em 22 de janeiro de 1850. Sua beatificação, no dia 22 de janeiro de 1950, por Pio XII e canonização no dia 20 de janeiro de 1963.
Em suma, ele mesmo, desde que decidiu fundar uma obra, estava convencido de que todos pudessem participar unidos na missão evangelizadora da Igreja. Como ele afirma, segundo o site do Vaticano, Santa Fé: “[…] todos os baptizados, em resposta ao “mandamento novo” da caridade (cf. Jo 15, 12-15), são chamados a empenhar-se ativamente em prol salvação do próximo e de si mesmos…”.
É com esse empenho que devemos buscar a evangelização! Com a mesma sede e amor não somente pelo ato de evangelizar, mas sobretudo pela pessoa a ser evangelizada.
Exemplo de cristão e de vida de oração
Todo o seu amor pela evangelização era reflexo de uma vida cristã autêntica. Atualmente, vemos muitas obras e trabalhos pastorais, mas elas por si só não realizam grandes coisas.
Os frutos de uma evangelização acontece por meio da união com Deus e esta por meio da vida de oração.
Dessa maneira, toda e qualquer obra que não é alimentada pela vida de oração não possui raízes e portanto não possui eficácia.
São Vicente Pallotti nos ensina que o verdadeiro apostolado independe do estado de vida. Porém o que não se pode dispensar é a busca pelo desejo de imitar a Cristo, ou seja, do nosso ser cristão.
Às honrarias, preferiu a presença no meio do povo, principalmente dos mais pobres. Assim, tornou-se conhecido pelo seu empenho apostólico e pela sua vida de oração contínua.
Foi por isso que entregou-se totalmente, na humilde situação de simples padre do clero romano, sem nenhum título ao trabalho pastoral. Recusando todo e qualquer engrandecimento e cargos para manter-se sempre disponível a todos os fiéis.
Portanto, enquanto Comunidade Santos Anjos desejamos sempre que a nossa evangelização expresse a vida desse Grande Santo.
São Vicente Pallotti, rogai por nós!