
Homilia de Pe. Wagner Ferreira – 04| Ago|2020
Comunidade Canção Nova
Meus irmãos e minhas irmãs em Cristo Jesus,
Na alegria de celebrarmos, nesta Santa Missa, a memória de um santo da Igreja, São João Maria Vianney, nós temos a oportunidade de refletir sobre o nosso chamado comum à santidade. Porque Deus é santo e nos chama a participar de sua vida, de sua gloria, de sua santidade.
Sim, esta é a vontade de Deus, a nossa santificação. Que nos tornemos, irmãos, santos no amor.
São esses os guias. São esses os líderes que a humanidade tanto precisa. Em tempos onde, por muitas vezes, nos deparamos com pessoas que, prepotentemente, que orgulhosamente, querem ser modelos, querem ser líderes, querem ser condutores de tantas pessoas, a Igreja, nossa Mãe, nos oferece esta liderança, a liderança de homens e mulheres, que, pela graça de Deus, se santificaram.
Homens e mulheres como nós. Pessoas que também experimentaram em seu coração o mistério do mal, o mistério do pecado. Pessoas marcadas também pela fragilidade humana, pelas suas fraquezas, mas pessoas que creram em Jesus Cristo, único Senhor, único Salvador.
Pessoas que no seu dia a dia, na sua vida cotidiana procuraram seguir os passos de Jesus, procuraram colocar em prática os ensinamentos do Mestre de Nazaré, nosso único Senhor e Salvador. Pessoas que, portanto, se deixaram trabalhar pelo Espírito Santificador. Cresceram em virtudes no amor a Deus, no amor ao próximo.
Assim foi, São João Maria Vianney. Que é de uma forma toda especial, um modelo de santidade para nós, sacerdotes. Um homem que nasceu no século 18, morreu, já no século 19. Um homem que queria realizar a sua vocação à santidade como sacerdote, como padre. Por isso colocou-se a serviço dos pequenos. Se santificou, exatamente, realizando o ministério sacerdotal. Celebrando a Santa Missa, atendendo o povo na confissão. A fama deste homem foi se espalhando de tal forma, pela França, por toda Europa, que de outros países, vinham pessoas, até mesmo, ilustres, importantes para se confessar, para buscar no Cura D’Ars, orientação espiritual.
Esses guias que não são cegos, e que portanto, não estão guiando outros cegos à perdição. Pelo contrário, são guias iluminados pela luz do Espírito Santo.
Homens que pela graça de Deus, superaram a cegueira do mal. Superaram a cegueira espiritual. E portanto, se tornaram líderes segundo o coração de Deus. Mas sem o orgulho, sem a prepotência, sem aquela arrogância de querer para si seguidores. Não. São homens e mulheres, que São João Batista dizia, que está no evangelho de João capítulo 3, no versículo 30: “Importa que Ele cresça e que eu diminuía.” Importa que Jesus Cristo seja exaltado, seja glorificado, seja seguido e não eu. E não eu.
E por isso se tornaram guias. São guias. Se tornaram guias na santidade. Líderes na humildade. Líderes no amor. Líderes na justiça. Líderes na Misericórdia. E não no orgulho, e não na prepotência, não na vaidade porque tem milhões de seguidores. Não.
Assim foi São João Maria Vianney, ou seja, um pároco de uma cidadezinha bem pequena, uma aldeia, Ars, que pela vivência do ministério sacerdotal foi atraindo para Cristo, tantos irmãos e irmãs. Pela ação do Espírito Santo se deixou santificar e por isso este homem recebeu autoridade espiritual para conduzir para Cristo muitos irmãos e irmãs.
São João Maria Vianney pôde participar do cumprimento da profecia que nós ouvimos na primeira leitura. Essa profecia de Jeremias. Em tempos de desolação espiritual, Jeremias, em nome do Senhor profetiza a vinda do Messias Salvador. Profetiza que um chefe haveria de se manifestar. Um soberano sairia do meio de seu povo para conduzir esse povo à comunhão com Deus.
Sim, e dessa forma, Deus haveria de estabelecer uma nova e eterna aliança. “Sereis meu povo e Eu serei o vosso Deus”. É promessa de Deus estabelecer uma nova e eterna aliança.
Irmãos e irmãs, isso se cumpriu em Jesus Cristo. Essa profecia de Jeremias. Sim, é esse o nosso soberano. É em Jesus que nós encontramos este chefe que nos conduz nos caminhos da eternidade para sermos o povo de Deus. Um povo santo pela graça de Deus. Esta nova e eterna aliança, que nós sacerdotes, temos a graça de participar, de fazer acontecer, particularmente nos sagrados mistérios, no sagrado Sacramento da Eucaristia.
São João Maria Vianney se santificou celebrando os sagrados mistérios, particularmente o mistério eucarístico. Que assim seja na vida dos Sacerdotes que estão à frente de nossas comunidades, nossas paróquias, sacerdotes religiosos. Estes irmãos que entregaram a sua vida à Igreja de Deus. Que sejam santificados pela celebração dos sagrados mistérios. Santificados e portanto, pela santidade de vida, pelo testemunho de vida, pelo testemunho de Jesus Cristo, único Senhor e Salvador, que os sacerdotes possam guiar o povo de Deus. Para que seja, de fato o povo de Deus. Para que seja um povo agradável ao Senhor.
Irmãos e irmãs, celebrando esta Santa Missa, no dia de São João Maria Vianney, peçamos a Deus a graça de também realizar a nossa vocação à santidade.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus! Cristo.
1 Comment
Excelente reflexão, que possamos tê-lo como exemplo e realizar nossa vocação como Deus assim quer!