
Questionamentos e dúvidas podem permear a mente de algumas pessoas quando o assunto é Dogmas Marianos da Igreja católica. Mas não deveria ser assim, pois decreta-se um dogma apenas para melhorar a vivência da nossa fé, veja:
Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (Os dogmas Marianos – Dehonianos, 11/06/2021 apud CNBB).
Assim, um dogma nos dá a certeza de que o assunto em questão passou por um longo processo de amadurecimento e nos permite aprofundar o nosso relacionamento com Deus, com os santos e neste caso, com a Virgem Maria.
Portanto, irmãos, os Dogmas Marianos nos colocam em um caminho seguro e de intimidade com a nossa Mãe, Maria Santíssima.
Então, entenda abaixo, um pouco mais sobre os Dogmas Marianos.
Entre os Dogmas Marianos, a Maternidade de Maria
Primeiramente, ao longo de toda a história pós-messiânica, grandes foram os embates relacionados ao termo Maria Mãe de Deus. De tal maneira que, nunca com muita polêmica acerca de sua maternidade, mas esses entraves existem até hoje.
Contudo, a Igreja sempre declarou o dogma de Maria Mãe de Deus, ou seja, não é somente a mãe de Jesus, mas sim Theotokos, a Mãe de Deus. (cf. A12 – Os dogmas Marianos, 14/12/2016).
As primeiras comunidades cristãs tinham uma consciência clara que Jesus é o filho de Deus e não somente filho, mas o próprio Deus. Assim compreender que Maria é mãe de Jesus, que é Deus e, portanto, Mãe de Deus; não seria tão difícil.
Há quem tenha se levantado para afirmar que havia em Cristo duas naturezas: humana e divina, e Maria seria apenas a Mãe da primeira condição.
Mas, rapidamente, o magistério da Igreja rebateu essa tese, pois essa afirmação destruía a unidade da pessoa de Jesus , ou seja, não há em Cristo duas naturezas distintas e delimitadas, mas integradas.
Desta forma, solenemente Maria foi declarada como a Mãe de Deus no Concílio de Éfeso, em 432, sob o Papado de Clementino I e quem falasse ou distorcesse essa verdade de fé deveria ser excomungado.
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A Imaculada Conceição está entre os Dogmas Marianos
Maria é a privilegiada de Deus, pois recebeu de Dele o grande presente de ser, desde sua concepção, preservada do pecado original.
Maria antecipa a graça salvífica do Verbo de Deus, sendo concebida sem pecado algum. Nossa Senhora não foi privada de sua liberdade, ao contrário, poderia ter negado ser a genitora de Deus, mas concretizou aquilo que era plano do Pai.
É estranho pensarmos que Deus habitaria em um ventre manchado pelo pecado ou que encontraria ali algo oposto a sua santidade.
Maria é portanto a personificação da humanidade redimida, a nova Eva que volta a sua condição original e em nada resiste ao seu criador.
Algumas passagens bíblicas apresentam indícios dessa pureza como, por exemplo, a saudação do anjo (Lc 1,28) quando ele a chama de “A Cheia de Graça”. Mais à frente, os versículos 48 ao 50 que dizem:
“Serás bendita em todas as gerações”.
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A Virgindade Perpétua da Virgem Maria
Entre os Dogmas Marianos está o que nos afirma que Maria é a toda de Deus, ou seja, pertence exclusivamente a Ele.
É fácil de se imaginar que, diante do esplendor de Deus presente em Maria, e ter sido ela dentre todas as mulheres do mundo a escolhida para gerar Deus em seu ventre, São José ou qualquer outro jamais ousaria tocá-la.
Mas de toda forma não faltaram questionamentos acerca de sua virgindade. Por isso, a Igreja decretou este dogma tão importante para a nossa fé: Maria era virgem ao conceber e permaneceu assim para sempre.
Antes de conceber nos escritos evangélicos, vemos claramente que o evangelista narra que Maria, ao receber a visita do anjo, declara não conhecer nenhum homem, ou seja, nunca tivera relações sexuais.
Ainda em João 1,13, encontramos a expressão “os quais(o qual) não nasceram (nasceu) do desejo da carne nem da vontade do varão, mas de Deus”. Ao enxergarmos esta expressão no singular, encontramos uma clara referência à virgindade de Nossa Senhora.
Posteriormente é narrado em Mt 1, 24 que José recebe Maria como sua esposa e no 25 que não teve relações com ela até o parto “E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.”
Assunção de Nossa Senhora
Para se confirmarem os Dogmas Marianos há muito empenho, estudo e ação do Espírito Santo!
Embora não se ache citação bíblica sobre a Assunção de Nossa Senhora, muitos foram os estudos e investigações a respeito da morte e do corpo da Virgem Maria.
Este dogma foi definido, em 1950, pelo Papa Pio XII e atesta que Maria foi assunta ao Céu como um privilégio de Deus (Formação Canção Nova). Porém, desde o século IV, os cristãos, em diversos escritos, já apontavam esta realidade.
A maternidade divina de Maria é um dos fundamentos onde se baseia todas as reflexões acerca da santidade de Nossa Senhora e do lugar onde ela se encontraria após a sua morte.
Muitos são os fatos que testemunham essa verdade de fé como os inúmeros milagres que recebemos pela intercessão de Nossa Senhora e que nos garantem a sua morada no céu.
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Portanto, o conhecimento dos dogmas marianos também traz muito significado para a nossa caminhada e vida cristã. Eles manifestam a importância que a nossa Igreja remete à Mãe de Deus.
Então, que durante este mês de Maio, amparados por todos estes dogmas, caminhemos com confiança ao encontro daquela que é a Nossa Mãe. Enfim, certos de que tudo que foi atestado pela Igreja sobre ela é digno de fé.
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