
Maria é a Rainha dos Apóstolos e, se ainda déssemos todos títulos do mundo à Santíssima Mãe de Deus, ainda seria muito pouco, diante de tudo que ela representa para nós.
Sendo assim, hoje queremos falar mais sobre esse título de devoção de nosso Patrono São Vicente Pallotti, que difundiu o título da “Rainha dos Apóstolos”. Essa devoção traz para nós a importante missão que Maria teve desde a igreja nascente até os dias de hoje.
De tal forma que, aos pés da cruz, Nosso Senhor Jesus Cristo confiou à Virgem Maria sua Igreja, no momento em que, olhando para a sua mãe e referindo-se ao discípulo João, disse:
“Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19,26).
O discípulo amado representa toda a humanidade, bem como todos os apóstolos que iniciaram a sua vida missionária. Ou seja, toda a Igreja!
Maria, a primeira discípula e apóstola
Nossa Senhora foi discípula por excelência! Sendo mãe de Jesus e, portanto, do próprio Deus, toda a vida de Maria foi uma escola.
Ao cuidar de Nosso Senhor, sem dúvida, ela recebia em primeira mão todos os ensinamentos de Deus. Vendo cada ação de Jesus, Maria conhecia ainda mais sobre as coisas divinas.
Maria é também a primeira apóstola de Deus, aquela que com a própria vida expõe o filho à humanidade, anuncia os grandes feitos de Deus em sua vida e colabora por excelência para que o reino de Deus se instaure neste mundo.
Maria é discípula e apóstola por excelência, porque coopera com o plano salvífico de Deus. Em outras palavras, é ela quem diz sim à santa vontade do Pai, da forma mais devota e perfeita que alguém poderia dizer neste mundo.
Como apóstola, Maria cumpre sua missão com perfeição e assim é para todos nós modelo de entrega, resignação e obediência.
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Maria, Rainha dos apóstolos
Não será jamais um exagero colocá-la neste posto e conceder a ela este título, se compreendermos bem o papel de uma Rainha.
A rainha é o rosto de uma nação. É na rainha que enxergamos para onde uma civilização caminha, quais os seus costumes e tradições.
A rainha fala em nome de seu povo e por ele trabalha incansavelmente. Desta forma, uma boa rainha é devotada e empenhada a tornar todas as pessoas de sua nação cidadãos melhores.
Neste brevíssimo resumo do papel de uma rainha, percebemos que a Virgem Maria, para nós como Igreja, é muito mais do que isso.
Ela é a Rainha dos Apóstolos, pois em questão de missionariedade, ela largou à frente, ensinando com seu exemplo como deve ser um apostolado puro, autêntico e santo.
Maria é a apóstola que enfrentou de cabeça erguida todas as intempéries de sua missão com confiança e perfeição, desde o seu sim (Lc 1,38) até o momento da crucificação de Nosso Senhor (Jo 19,25).
Ao olharmos para Maria, percebemos tudo o que um apóstolo deve ser, como a sua fé e sua postura em meio às adversidades. Ela será sempre o farol que todo apóstolo encontrará pelo caminho.
Temos uma Rainha em nosso favor que combate incansavelmente por nós e está sempre conosco em todas todas as dificuldades de nosso apostolado.
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Em Pentecostes encontramos a Rainha dos Apóstolos
Maria esteve presente nos momentos mais importantes da história cristã: na espera do Messias, na encarnação do verbo e no cenáculo em pentecostes.
Como discípula fiel de Deus, ela espera com confiança a vinda do Messias, na encarnação do verbo, Maria como mãe participa ativamente deste momento único em que a salvação chega para o povo de Deus.
E no terceiro momento, em Pentecostes, Maria e os apóstolos no cenáculo recebem a graça da presença e dos dons do Espírito Santo.
Não é difícil imaginar a importância que Maria teve em Pentecostes, pois naquele momento, quando os discípulos estavam receosos, encontraram em Maria o conforto e fortaleza daquela que soube esperar e contemplar as promessas de Deus.
Mas é na presença do Espírito Santo e da Virgem Maria que nasce a missão da Igreja.
A narração do livro dos Atos dos apóstolos (At 1,13-14) enfatiza bem a presença da Virgem Maria no cenáculo e nos aponta que a tinham como um sinal de que a promessa de Deus se cumpriria.
Pois, foi em Maria, que a promessa do Messias esperado se cumpriu, e em Maria assistiu à promessa do Pentecostes se realizar.
A devoção de Palotti a Rainha dos Apóstolos
Vicente Pallotti reconhecia a grande importância da intercessão da Virgem Maria em toda a missão da Igreja e dos apostolados. Por isso, a coloca como eterna intercessora de todas as suas inspirações.
Sendo assim, em 1847, Serafim Cesaretti pintou, a pedido de Pallotti, o quadro “Rainha dos Apóstolos”, onde aparece em destaque o Espírito Santo e Maria (cf. Irmãs Palotinas).
Pallotti tinha a Mãe de Jesus como discípula de Cristo, modelo de fé e Rainha dos Apóstolos! Desta forma, sob este último título, também encontramos o seu seguinte escrito:
“A Sociedade foi fundada sob a especial proteção de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos,…, embora não fosse sacerdotisa e nem apóstola, delas se ocupou com tal perfeição e plenitude que mereceu a glória dos apóstolos, acima dos santos apóstolos, razão por que a Igreja, não por simples título de honra, mas por causa da plenitude dos seus méritos, a saúda com o augusto título de Rainha dos Apóstolos” (Revista Rainha dos apóstolos apud OO CC III, 6).
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Portanto, diante de todos aqueles que possuem um apostolado aqui nesta terra, Maria é soberana, é Rainha.
É a Rainha dos Apóstolos, porque antes mesmo de iniciar-se a missão destes ela já havia, com seu sim, inaugurado o maior de todos os apostolados: ser a Mãe do Salvador.
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