
Os frutos das novas comunidades são abundantes na Igreja. Quando ouvia-se falar que a Igreja passava por um momento invernal, as novas comunidades surgem como uma grande e linda primavera. Diante de tal realidade, disse o Papa João Paulo II em sua marcante e memorável homilia de Pentecostes em 31 de maio de 1998:
“Movimentos e novas Comunidades, expressões providenciais da nova primavera suscitada pelo Espírito com o Concílio Vaticano II, constituem um anúncio do poder do amor de Deus que, superando divisões e barreiras de todo o género, renova a face da terra, para construir nela a civilização do amor.” (Homilia João Paulo II).
Assim, as novas comunidades são verdadeiros socorros de Deus para o tempo em que vivemos, uma grande porta que se abriu na Igreja Católica e que tanto contribui para o seu crescimento e difusão da mensagem do Evangelho.
Continue lendo e descubra a grande beleza que são as Novas Comunidades na Igreja Católica.
Surgimento das Novas Comunidades
Quantas novas comunidades Deus suscitou em todo o mundo e, de especial, aqui no Brasil? Quão importante não é o papel delas diante do cenário atual da humanidade? Sim, irmãos, é através delas que tantas vidas, famílias e realidades são evangelizadas e transformadas!
O Espírito Santo, o batismo e Deus são os mesmos, mas a forma como a graça de Deus atua em meio a humanidade é sempre dinâmica e nova. Sendo assim, as novas comunidades são mais uma prova viva de que Deus deseja sempre responder com amor às necessidades de cada tempo.
A primeira vez que ouvimos a Igreja falar oficialmente sobre as Novas Comunidades ou Novas Fundações foi na Exortação Apostólica Vita Consecrata de São João Paulo II. O número 62 é dedicado a “novas formas de vida evangélica” e nos ensina que:
“Estas novas associações de vida evangélica não são uma alternativa às anteriores instituições, que continuam a ocupar o lugar insigne que a tradição lhes conferiu. Também as novas formas são um dom do Espírito, para que a Igreja siga o seu Senhor, num ímpeto perene de generosidade, atenta aos apelos de Deus que se revelam através dos sinais dos tempos”.
Ao longo de toda a história da Igreja, Deus suscitou homens e mulheres que foram responsáveis em manifestar o amor, a misericórdia e o auxílio divino em tempos tão difíceis e sombrios.
As novas comunidades, pois, são, neste tempo, o cajado poderoso de Deus que deseja reconduzir as ovelhas a águas tranquilas e verdes pastagens.
“Os verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fiéis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo” (Cf. Formação Canção Nova).
A importância das Novas Comunidades
Foi então que em 1998, o Papa João Paulo II compreendeu que as novas comunidades e os movimentos eclesiais foram uma resposta do Espírito Santo ao Concílio Vaticano II, onde se identificou a necessidade de um novo sopro do Espírito Santo.
Ainda mais, conforme a Exortação Apostólica de São João Paulo II, ele nos ensina que as novas comunidades são um sinal de intervenção divina em resposta às necessidades urgentes da Igreja. Assim como, diante da sociedade nos nossos tempos, se mostra como uma obra salvífica de Deus muito necessária.
Ou seja, suscitando um novo ardor missionário e um novo empenho para que, nos novos desafios do milênio, alcancemos uma vida de relacionamento fraterno profundo.
As novas comunidades têm a missão de servir a Deus em sua vocação, permanecendo sempre no amor d’Ele. Um amor que salva e transmite esse sentimento ao próximo!
Elas despertam para a Igreja um carisma próprio, bem definido, sem deixar de lado o amor e a referência filial à Igreja. Sua forte missionariedade, vida fraterna e comunitária é obediente, e de forma intensa, segundo a fidelidade à doutrina católica.
Logo, elas são uma resposta providencial de Deus, uma nova primavera da Igreja que, movidas pelo Espírito, enfrentam os desafios na evangelização de nosso tempo.
Entre as novas comunidades, o carisma Santos Anjos
Sim, somos também uma resposta de Deus para os desafios socioculturais e da nova evangelização do nosso tempo. A nossa Comunidade Católica Santos Anjos tem o Reconhecimento Diocesano, aprovada canonicamente em 10 de julho de 2008. Somos a Família Santos Anjos!
Ainda mais, apresentamo-nos à Igreja através de uma nova forma de consagração de vida. Assim, como consagrados, estamos em constante missão buscando, na força do nosso carisma, revelar ao mundo o Rosto do Cristo Acolhedor.
Somos uma família cristã missionária, constituída de pessoas unidas em fraternidade. Além disso, mantemos um vínculo de consagração que se realiza pela Profissão do nosso compromisso em diferentes estados de vida.
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Portanto, nesta experiência interior de vida consagrada, Deus desperta uma nova evangelização nas diversas regiões do mundo. Os verdadeiros carismas devem tender para o encontro com Jesus Cristo e uma vida nos sacramentos da Igreja. Por isso, a vida das Novas Comunidades nasce como uma resposta providencial de Deus, uma nova primavera, para que professemos nossa fé católica e vivamos nossa vocação na Igreja em santidade.
Por fim, como nos ensina a Sagrada Escritura sobre as primeiras comunidades cristãs, movidos pelo mesmo Espírito, caminhemos rumo à salvação:
“Unidos de coração, frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros, que estavam a caminho da salvação” (Atos 2,46-47).
Mas e você, já descobriu o seu lugar na Igreja? Ou ainda deseja conhecer melhor uma vocação vivida em uma nova comunidade?
Então, que tal começar um caminho de discernimento vocacional?