
Os 40 mártires que doaram as suas vidas para evangelizar a nossa terra, Brasil. Você já ouviu falar sobre eles?
Primeiramente, mártir é aquela pessoa que foi declarada pelo Papa e pela Igreja, após um longo e rigoroso processo de beatificação. No entanto, não é por causa social ou política que os chamamos “mártir”, mas é em defesa da fé da Igreja.
“Mártires vem do grego màrtys que significa “testemunha”, aquele que anuncia, atesta e chora a alegria da ressurreição” (CNBB, 24/01/2019).
Se hoje nós temos fé, se somos católicos, devemos dar graças a Deus por esses mártires. Mas, infelizmente, Inácio de Azevedo e seus 39 irmãos mártires ainda são pouco conhecidos no Brasil.
Então, conheça a história desses 40 mártires e clame a graça de Deus pelo povo brasileiro!
Onde começa a história dos 40 mártires do Brasil?
Primeiramente, antes do ocorrido com os 40 mártires do Brasil, precisamos começar com a descoberta desta imensa e admirável terra pelos portugueses.
Sobretudo, pelo cenário, que era habitado por povos nômades e que viviam da colheita, carregados de superstição, vários conflitos entre tribos e, até, envolvidos em antropofagia.
Apesar disso, foi neste cenário que se inaugurou a evangelização com um esforçoso trabalho de humanização e promoção social. No início, com Padre Manoel da Nobrega, em 1549, em quinze anos de evangelização missionária, resultando em mil batizados e também catecúmenos.
Esse árduo trabalho missionário foi iniciado pelos Jesuítas que, acima de tudo, tinham o propósito de propagar a mensagem evangélica, ancorados em sua boa formação intelectual e doutrinal, e na intensa vivência espiritual.
O que eles ensinavam aos índios? Desde 1549, os jesuítas trabalham no Brasil com crescente sucesso: o ensino da fé cristã; dos valores civilizacionais ocidentais; do comportamento moral cristão e o estímulo à coexistência pacífica com outras tribos.
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Inácio de Azevedo, um sacerdote Jesuíta e mártir
De fato, o bem-aventurado Inácio de Azevedo se destacava desde jovem. Não como eloquente pregador ou pela desenvoltura nos estudos e oratória, mas “pela austeridade das penitências diárias e pelo empenho em exercer as funções mais humilhantes”.
Sobretudo, em 1553, quando assumiu o reitorado do novo colégio de Santo Antão de Lisboa, onde demonstrou dedicação sem limites. Sempre dedicava seu tempo para cuidar dos leprosos, ou visitando os presos e enfermos da cidade:
“Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).
De tal forma que, em 1565, o Padre Geral, Francisco de Borja, decide enviar ao Brasil um visitador, o bem-aventurado Inácio de Azevedo. Francisco de Borja o encarrega à missão do Brasil, “a fim de confirmar e sustentar os missionários Jesuítas em seus trabalhos”.
E, com todo júbilo, Padre Azevedo viajou como um novo missionário da Companhia de Jesus. Antes mesmo de ser nomeado visitador por Francisco de Borja, insistia em ser enviado às terras mais longínquas.
Parecia que, no coração dele, Deus já o havia estabelecido como um dos 40 mártires do Brasil, que se tornou muito importante para o nosso próprio proveito espiritual.
Entretanto, por dois anos percorreu todas as casas da Companhia e partilhou das fadigas e problemas dos irmãos. Bem como, deixou sábias regras para a perseverança, como: jamais entrar sozinho na cabana de um índio e fazer todos os anos um retiro de oito dias.
Quando chegou a hora de retornar a Portugal, apesar de seu empenho, dois anos se passaram para um novo embarque.
A viagem dos mártires
Enfim, dia 5 de junho de 1570, ele embarcou com 39 companheiros junto a Dom Luís de Vasconcelos – não compare essa embarcação com uma viagem de cruzeiro, de hoje em dia.
Apesar de tudo, eles tinham o essencial: um altar para a Missa e, todos os dias, a tripulação recebia uma instrução espiritual de Inácio.
Em seguida, após oito dias, chegaram à ilha da Madeira e permaneceram ali por semanas. Pois, Dom Luís de Vasconcelos não tinha pressa de chegar ao Brasil.
Ao encontrar Jacques Sourie, que praticava a pirataria nestes mares com cinco embarcações de guerra, e, desejava a morte aos jesuítas, o martírio previsto é então consumado.
No dia 15 de julho de 1570, após uma abordagem terrível, Inácio é jogado ao mar após golpe de sabre e crivado de golpes de lança.
Seus companheiros são arrastados sobre a ponte até que cometam a apostasia, e sob duras coronhadas. Entretanto, cheios de fé e gratos em morrer pela mensagem do Evangelho, são afogados após terem seus membros quebrados.
Ainda um jovem entrega-se ao martírio, que não estava de hábito e muito queria entrar para a companhia. Vê ali a oportunidade de entregar a sua vida a Deus, e torna-se mártir junto aos companheiros de viagem.
Dentre os 40 mártires do Brasil, somente dois eram padres: Padre Inácio de Azevedo e Padre Diogo de Andrade.
Em devoção aos 40 mártires
Inácio de Azevedo, sem dúvida, deixou grandes obras missionárias na terra. Seus ensinamentos alcançaram todos os que com ele experienciou o seu testemunho exemplar de cristão. E, junto aos seus companheiros e seguidores, gerou muitos frutos para a igreja!
Por isso, através dos 40 mártires do Brasil, possamos ter o nosso coração abrasado pelo desejo de anunciar a Jesus Cristo!
Sua festa litúrgica é celebrada em 17 de julho, e, em nossa família, a Comunidade Santos Anjos, a novena começa no dia 08.
Para finalizar, roguemos aos mártires para que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Amém!
Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!
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