
O louvor e a adoração são atos que agradam o coração de Deus e que somente o homem, de forma consciente, pode realizar. Pois essa é a essência de sua existência.
O homem é criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma” (Santo Inácio de Loyola).
Assim, ao direcionarmos a Deus nossas orações de louvor e adoração estamos fazendo algo que é próprio de nossa filiação divina.
Dessa forma, os atos de louvor e adoração são inatos de todo ser humano e constituem a sua principal vocação.
Talvez muitos já saibam disso e até pratiquem. Mas o que poucos sabem é que, embora sejam atos que ressaltam os méritos divinos, eles possuem diferenças e são essas diferenças que veremos aqui.
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O que é um louvor
Embora a palavra louvor já tenha sido usada pela maioria das pessoas e esteja sempre presente na boca dos cristãos, ela possui um significado que poucos identificam.
O louvor está presente em toda a Sagrada Escritura e sua definição vem do hebraico que significa “elogio”.
No livro dos Salmos encontramos grandes momentos de louvor. Assim, quando direcionamos a Deus nosso louvor e adoração, estamos fazendo um elogio, ou seja, glorificando e proclamando honras e méritos a Sua grandeza.
Podemos louvar a Deus com nossas palavras, mas também com a nossa vida. Pois através de nossas escolhas e ações demonstramos como Deus ordenou cada coisa de forma perfeita para a harmonia entre o homem e as coisas criadas.
A música consegue tocar no mais íntimo de nossa alma e ali produzir seus frutos. De tal modo que conseguimos facilmente perceber que ela potencializa a força da Palavra de Deus.
E, como o Papa Leão XIII destacou na encíclica DIVINUM ILLUD MUNUS (09 de maio de 1897): “O Espírito Santo é a alma da Igreja!”.
Dessa forma, o louvor é a manifestação mais profunda de nossa união com Deus, que pode ser expressa em palavras, canções e atitudes. Logo, uma grande alegria nos enche e vivemos sem medo de dizer sim ao Senhor!
O que é adoração
Embora possamos adorar a Deus cantando, dançando e falando, o ato de adorar vai além disso. No louvor e adoração há um verdadeiro derramar-se por inteiro na presença de Deus!
Estamos acostumados a tocar e erguer as nossas mãos durante nosso clamor na presença do Senhor, sobretudo diante do Santíssimo Sacramento, mas tudo isso pode ser vazio se não houver um coração prostrado e rendido diante Daquele que é o Deus todo poderoso.
Assim o ato de adorar não deve ser algo apenas dos sentidos e de manifestações externas, mas sim da alma que reconhece quem é Deus.
A adoração nos pede recolhimento, esvaziamento, pois somente alguém que sabe de suas misérias é capaz de adorar a Deus. Isto porque adorar é também conscientizar-se de nossa pobre condição diante da Divindade de Deus.
Ao nos colocarmos em adoração, nossa alma repousa na presença de Deus. Isto é, por meio do louvor e adoração, os nossos olhos se abrem para enxergar o mundo sob a ótica de Deus.
Portanto, a adoração nos dá a graça de reconhecermos a Deus, a nós mesmos e ao mundo à nossa volta.
A adoração, portanto, é o encontro entre Deus e o homem. É um verdadeiro deleite da nossa alma com nosso Criador.
Qual a diferença entre louvor e adoração
De forma resumida, o louvor e adoração são um transbordamento da alma diante da bondade e grandeza de Deus.
Enquanto a adoração é um ato que nos leva a interiorização, a deixar que penetre e se enraíze em nós o amor por Deus e por tudo o que Ele realiza. O louvor nos faz emergir de gratidão e alegria. A adoração nos faz imergir na intimidade de Deus e alí no íntimo de nosso ser, nos unirmos à fonte de nós mesmos: o próprio Deus.
Em nossos momentos de oração e de encontros, precisamos aprender a discernir o momento de cada coisa.
Diante do Santíssimo Sacramento, podemos sim elevar a nossa voz e entoar cânticos espirituais. Mas devemos sobretudo silenciar para receber aquilo que Deus deseja comunicar a nossa alma.
Dessa maneira, em um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, precisa haver silêncio, reverência e meditação. Pois é justamente nesse momento que Deus fala no mais profundo de nossas almas.
Em um encontro, podem haver momentos de descontração através do louvor, momentos formativos e de partilhas, mas isso não é adoração. Pois a adoração requer quietude e, embora possa ser feita de forma comunitária, ela tem caráter pessoal.
Assim, no louvor expomos e manifestamos o nosso amor a Deus. Na adoração deixamos que o nosso pequeno e frágil amor se una ao infinito e perfeito amor de Deus.
Queremos deixar aqui uma playlist especial: