
Com certeza você já deve ter escutado por aí que para ser feliz de verdade é preciso viver a sua vocação, seja ela profissional ou religiosa. Afinal, vocação profissional e religiosa tem alguma diferença?
Estamos chegando ao mês vocacional, um tempo muito propício para falar sobre assunto! Mas para responder a essa e outras dúvidas desta temática, é preciso antes de tudo, compreender um pouco mais sobre o que é vocação.
Sendo assim, vamos aproveitar o mês vocacional e reflitamos sobre esse tema. Confira!
O que significa vocação?
Derivado do latim vocare, a palavra vocação significa chamado. Ou seja, quando dizemos que temos uma vocação, estamos na verdade dizendo que temos um chamado. Logo, alguém nos chama!
Esse alguém é nada mais, nada menos, que nosso Criador, que, sabendo de que somos feitos e nos conhecendo como ninguém, infundiu dentro de nós um chamado imutável. Então, tudo em nossa vida pode mudar, menos a nossa vocação.
Responder ou não à voz de Deus, ou seja, a nossa vocação, cabe a cada um de nós. E ninguém pode responder em nosso lugar.
Desta forma, a vocação é única e, portanto, está ligada ao que somos no mais profundo do nosso ser. Neste sentido, Deus que nos chama no íntimo de nossa alma.
Diferença entre vocação profissional e religiosa
Por aquilo que lemos acima já conseguimos identificar que vocação profissional e religiosa não é a mesma coisa. Até mesmo o termo vocação se torna mais adequado quando nos referimos ao chamado de Deus a um estado de vida.
A Igreja reconhece as seguintes vocações: sacerdotal, matrimonial, religiosa e missionária. Dentre outras mais específicas, essas vocações definem o nosso estado de vida.
Diferentemente da vocação religiosa, a vocação profissional está relacionada muito mais ao que fazemos. Em outras palavras, às nossas aptidões, personalidade, habilidades e o que já possuímos ou adquirimos ao longo da nossa história.
“A chamada vocação profissional é a aptidão natural que você tem para determinada área, mas não é uma vocação propriamente dita, nem um caminho fechado”. – Comunidade Aliança de Misericórdia
Na vocação profissional não é bem Deus quem chama, mas Ele nos deixou através do livre arbítrio a capacidade de escolher a nossa profissão. Como uma resposta à nossa aptidão. Enquanto na vocação religiosa podemos dizer que a escolha é de Deus, na vocação profissional a escolha é nossa.
Mas, atenção! Isso não quer dizer que Deus não possa inspirar a nossa vida profissional.
Contudo, se há algo de comum entre vocação profissional e religiosa é que, entre elas, a proposta de Cristo é a mesma: a experiência fraterna!
Isto é, “a vocação comum de todos os discípulos de Cristo é vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo” (cf. CIC, §1533).
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A vocação profissional e religiosa tem a mesma finalidade?
Dizer que na vocação profissional somos nós que escolhemos, não significa que Deus é indiferente às nossas escolhas. Pelo contrário, quando colocamos toda a nossa vida em Suas mãos, Ele pode se utilizar ainda mais de nós.
Se a nossa vocação religiosa é o nosso caminho para o Céu, a vocação profissional também pode ser um impulso para a eternidade. Uma não exclui a outra.
A vocação religiosa favorece todas as áreas de nossa vida, inclusive a nossa vocação profissional. Podemos pautar as nossas escolhas profissionais de acordo com nossa vocação religiosa.
Desta maneira, dentro do ambiente de trabalho podemos dar um grande testemunho de fé, pela nossa vocação religiosa, para ajudar outros a encontrar o caminho para Deus. Como a maneira que nos comportamos ante as pressões do cotidiano e, até aquilo que eles veem da nossa família, também os influencia.
Da mesma forma, um sacerdote pode optar em ter uma profissão que agregue ainda mais habilidades ao seu ministério sacerdotal. Por exemplo: um pároco pode formar-se no curso de administração para melhor administrar a paróquia que lhe foi confiada.
Como diz São Josemaria Escrivá:
“o trabalho é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação”, independente de qual seja ele.
Embora a vocação religiosa e profissional não seja a mesma coisa, elas precisam caminhar juntas, e aquilo que fazemos consequentemente refletirá na outra. Afinal, o homem é um ser!
Devemos compreender que para nós, cristãos, tudo o que fazemos precisa apontar para o Céu. Disse São Josémaria Escrivá:
“Santificar o trabalho próprio não é uma quimera, mas missão de todo o cristão…: tua e minha” (Sulco,517).
Temos na vocação religiosa, assim como na vocação profissional, a oportunidade de servir ao próximo e ser para ele o rosto misericordioso de Deus.
Uma resposta de amor!
“Encontrei finalmente a minha vocação! A minha vocação é o amor!”.
Já nos ensinou o Papa Francisco, em sua MENSAGEM NO 60º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES, ao relembrar esta exclamação de Santa Teresa do Menino Jesus.
O essencial é entender que Deus nos chama “amando, e nós, agradecidos, respondemos amando”. Nesse sentido, a nossa vocação profissional e religiosa é uma resposta de amor dentre essa dinâmica da escolha divina e da liberdade humana.
Em resumo, o Amor nos criou para amar, e pela via da santidade:
“Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (I Ts 4,7).
Em seguida, recebemos Dele um “Ide ao mundo”, pois todo chamado tem um envio – uma missão!
Por fim, seja lá como for, no âmbito profissional ou religioso, somos chamados à santidade e enviados para anunciar o amor de Deus com nossas vidas.
Enfim, a verdadeira alegria na vocação profissional e religiosa é dar uma resposta de amor ao Amado.
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